24, 30, 60 e 120 frames por segundo! Quando e por quê usar!? E por que o cinema trabalha com 24 frames?!

O vídeo surgiu de um efeito ilusório da projeção de várias imagens consecutivas por um foco de luz, o projetor. A constância dessas imagens, acabam gerando uma ilusão que faz com que o nosso cérebro interprete que aquela imagem está se movimentando. E a repetição desses frames estáticos, nós demos o nome de taxa de quadros por segundo.

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Inicialmente, lá na origem do cinema, os filmes eram rodados entre 16 e 20 frames por segundo, quase o mínimo para gerar o efeito de movimento. O cérebro humano é capaz de identificar fotos na velocidade de 12 frames por segundo mais ou menos, acima disso, nós já tendemos a acreditar nessa ilusão de movimento da imagem.

Os filmes lá no início, não tinham uma velocidade constante de quadros, as salas de projeções podiam acelerar ou diminuir a velocidade do filme de acordo com o projetor da sala.

Só que tudo isso mudou quando o som chegou ao cinema. Era necessário que o filme e o som ficassem sincronizados, então os cinemas locais não podiam mais alterar a velocidade do filme. E foi quando a indústria determinou o número de 24 frames por segundo, contrariando pessoas como Thomas Edison, que sugeria uma taxa de 46 frames por segundo.

Por quê? Pelo efeito? Estética? Imersão? Nada disso, porque era a velocidade mais lenta e mais barata que suportava áudio sincronizado e poderia ser reproduzido em filmes de 35mm. Simplesmente por isso.

Mas quando viemos pro digital, e a tecnologia evolui e hoje conseguimos chegar a velocidades muito maiores, como 300 fps. E mesmo assim, o cinema em sua grande maioria continua utilizando apenas 24 frames por segundo. Por quê?

E o motivo é até simples: nós passamos décadas condicionados a relacionar ficção e cinema a sensação de ver um filme em 24 frames. Nos acostumamos com o motion blur não natural das películas, logo, aumentar a velocidade de frames, diminuiria a nossa sensação de estar vendo um filme propriamente. Taxas de quadros mais altas se parecem mais com a realidade, o que faz a ficção de um filme ainda menos real.

Baseando-se muito ainda no condicionamento do cinema, é recomendado que para narrativas cinematográficas, ainda se utilize 24, 25 frames por segundo. Mas nada te priva de experimentar outras taxas, como Peter Jackson fez em O Hobbit em 2012, utilizando uma taxa de 48 frames por segundo.

Os 30 frames por segundo é o padrão dos vídeos digitais, eles são mais fluídos e mais versáteis. É uma taxa de quadros muito tranquila pra se trabalhar, então se tiver dúvida, aposte nela.

Acima disso nós temos uma taxa um pouco estranha, que segundo Simon Cooke do Grupo Avançado de Tecnologia da Microsoft, seria a melhor taxa possível para o olho humano biologicamente falando. Ele defende uma taxa de 43 frames por segundo, o que daria o dobro de informação para o olho humano.

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Os 60 frames por segundo é o mais recomendado para jogos e coisas que possuem muita movimentação, onde você precise enxergar os detalhes do movimento, como esportes, lutas, e até mesmo para dar mais realismo ao seu vídeo.

E claro, todas essas definições que eu dei, são para a renderização final do arquivo, logo, só adianta você renderizar nessas configurações se o seu vídeo foi filmado numa taxa maior de frames ou igual! O efeito de um vídeo gravado a 30 e exportado a 60fps não é um mesmo de um vídeo nativo em 60fps! Ok? Não vamos confundir isso.

E em alguns casos, recomenda-se que você grave de fato em uma taxa maior, como por exemplo cenas que sejam desejadas em slow motion no final. Quanto maior a taxa de quadros da filmagem, melhor será o seu efeito final, devido a quantidade de informações e nitidez do movimento.

Ah, e por exemplo: sempre que você jogar um material de 60 fps num projeto de 30 fps, não se esqueça de usar a ferramenta de “Conform Frame Rate” do seu editor. Do contrário, você pode ter problemas na visualização dos movimentos presentes no seu vídeo.

Mateus Ferreira

Mateus Ferreira tem 18 anos, é de Londrina-PR e atualmente cursa Comunicação Social - Publicidade e Propaganda. Sempre foi apaixonado por internet, edição de vídeos e programação, criou o Brainstorm Tutoriais em Janeiro/2011 com o intuito de compartilhar seu conhecimento.

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